segunda-feira, 7 de maio de 2007

Lembranças Que o Rio Não Levou...

"Nas sombras dos pequizeiros de minha terra eu sonhei.
Aqui estão partes dos meus sonhos..." (Necésio)
Thaís se encantou com as histórias.
A turma se interessou muito pela atividade.
Nayani exibe o livro, com carinho!
Agora chegou a vez do Jonathan explorar o livro.
Sobre a casa (capa) : "Nossa casa era na Lagoa dos Veados".
A professora coordenadora Kátia Faria, trabalhou com
as histórias do livro de Necésio durante vários dias...
Catarina lê para seus colegas "Papai e suas histórias".
"Era uma vez um pai muito rico, que tinha apenas um filho..."
Flávia e Elvira entram num mundo de sonhos, junto com o autor...



Segunda-feira é dia de planejamento semanal, orientações quanto ao desenvolvimento de atividades, "puxões de orelha", combinados, incentivos e reforços positivos.
Mas esta segunda-feira, além de tudo isso, tiramos o dia para uma atividade muito especial: fazer a leitura do livro "Lembranças que o Rio não Levou...", cujo autor é o nosso convidado em fazer o primeiro Depoimento como Personalidade Exemplar: Necésio Machado Sobrinho. Os monitores já estavam ouvindo histórias retiradas desse livro, dias anteriores, mas hoje a professora coordenadora explicou sobre a atividade que acontecerá na próxima semana, dia 14 de maio.
Esta atividade faz parte das estratégias de ensino do programa, onde pessoas consideradas de sucesso devem ser tomadas como modelos pelos jovens, para que baseados em suas experiências , apesar de muitas barreiras, com persistência, coragem e dedicação aos estudos, conseguiram obter êxitos em suas vidas pessoais e profissionais, sendo hoje em dia bem sucedidas.
As histórias exploradas pela professora coordenadora, prendeu a atenção dos monitores de tal forma que foi necessário dividir o livro em partes xerocadas, e para que todos tivessem o contato com o mesmo, o livro foi passado de mão em mão, por diversas vezes , durante vários dias.

O livro conta a história do menino Necésio, caçula do 1º casamento, que em homenagem a seu pai Oscar, enérgico e amoroso, companheiro, educador e amigo, apesar de tanto serviço na lavoura, reservava sempre um tempo para se entreter com a família.
Necésio refere-se à família de forma carinhosa, deixando claro que a união de todos nas épocas de plantio, da colheita, da fiação do fumo, da moagem de cana e outros, deixavam-os mais tempo juntos e envolvidos. Trata a "Mãeluca", ( dona Miluca -Amélia) de sua segunda mãe, pois apesar de não ter emprestado o seu ventre à maioria dos filhos de seu esposo Oscar, agasalhou a todos no seu imenso e generoso coração.
De sua mãe Levina, praticamente não tem recordações (era muito pequeno) , mas cresceu ouvindo a família contar sobre os últimos instantes de vida da mãe, inclusive dos irmãos Tonico e Lado, quando quebraram a porta do quarto para ver a mãe que acabara de morrer. Adorava a visita do tio Joaquim que contava casos sobre a mãe que não conhecia e aproveitava para guardar a imagem dela. Segundo ele, Mãeluca não ficava com ciúmes...
A casa que eles moravam ficava na Lagoa dos Veados - tinha este nome , porque antigamente os veados iam beber água nesta lagoa. No fundo da casa estava o rio da Velhas, onde ia pescar com o seu pai, que usava uma espingarda para pegar peixes. Muitas vezes via descer do rio, latinhas com dinheiro que alguém jogava na correnteza para pagar promessas para o Senhor Bom Jesus da Lapa.
Necésio apanhou uma única vez, mas as correiadas doeram mais no pai do que nele. Disse que quase apanhara novamente, por causa de mentira, pois ele ficou com vergonha de comprar açúcar fiado e inventou que a Ceição da venda não quisera vender mais para eles.
Ia sempre buscar o pai a cavalo em Jequitibá e relata também sobre a morte do boi Pompeu, de chifres enormes, manso, mas para o pai, estava muito velho para a lavoura. Conta que quando Pompeu morreu, não quis saber de comer da carne dele.
Sua vinda para Sete Lagoas, apesar de não ter sido bem recebido pela esposa do tio, inicia uma caminhada para o seu desenvolvimento escolar e profissional, onde dividia o tempo na dedicação dos estudos e em ajudar na venda do cunhado . Era tratado com muito carinho pela irmã Cota , que o incentivou sempre, em tudo.

O livro do Necésio foi lido em poucas horas, sem se perceber a passagem do tempo. Muitas outras coisas serão ditas por ele mesmo no dia do seu depoimento aos monitores, mas como estamos em vésperas do dia das mães e com tanto carinho ele refere-se em seu livro à sua mãe, mesmo sem tê-la conhecido e também à Mãeluca, sua segunda mãe, deixamos nossa homenagem às duas mãezinhas de Necésio, representando todas as outras mães , pela grande data que se aproxima.
Parabéns, mamães! Parabéns, Necésio!!!

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